sábado, 4 de novembro de 2017

ISO

ISO:

É uma organização não-governamental fundada em 1947, em Genebra, e hoje presente em cerca de 189 países.

A denominação International Organization for Standardization, por isso, seus fundadores decidiram usar a abreviatura ISO, que também significa "igual".

ORIGEM:

A padronização internacional começou pela área eletrotécnica, com a constituição, em 1922, da International Electrotechnical Commission (IEC).

O seu exemplo foi seguido em 1926, com o estabelecimento da International Federation of the National Standardizing Associations (ISA), com ênfase na engenharia mecânica. As atividades da ISA cessaram em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1946 representantes de 25 países reuniram-se em Londres e decidiram criar uma nova organização internacional, com o objetivo de "facilitar a coordenação internacional e unificação dos padrões industriais".

A nova organização, a Organização Internacional para Padronização, iniciou oficialmente as suas operações em 23 de fevereiro de 1947 com sede em Genebra, na Suíça.


VANTAGENS:

A empresa precisa estar totalmente comprometida com a qualidade (considerando qualidade = satisfação do cliente), desde os níveis mais elevados, até os operadores;

Adequado gerenciamento dos recursos humanos e materiais necessários para as operações do negócio;

Existência de procedimentos, instruções e registros de trabalho formalizando todas as atividades que afetam a qualidade;

Monitoramento dos processos através de indicadores e tomada de ações quando os objetivos pré-estabelecidos não são alcançados.

QUANTO CUSTA:

Empresas bem estruturadas já com o "pensamento" voltado para a qualidade, normalmente precisam de pouco investimento, bastando formalizar (escrever os procedimentos e instruções) as atividades. Outras, com pouca estrutura, acabam necessitando um maior investimento, muitas vezes, necessitando investir muito em treinamento e até em aquisição de equipamentos.

O que é importante considerar no cálculo do investimento necessário é o quanto a empresa precisa mudar, inclusive sobre aspectos culturais, para ter um bom sistema de gestão da qualidade.

QUANTO TEMPO LEVA?:

Também é em função das características anteriores. Mas na média, com o apoio de consultores, de 6 meses a 1 ano para adequar toda a sistemática de trabalho aos requisitos da norma.

OBJETIVO DA CERTIFICADO ISO 9000:

A empresa poderá apenas implementar o sistema e melhorar os processos, mas para que o resultado seja reconhecido, será necessário que outra empresa especializada em auditoria de gestão da qualidade faça esse serviço.

Assim, obtém-se um certificado da qualidade, isso irá depender da área onde a empresa atua, e também, das normas que regem esta área.

TIPOS DE CERTIFICADOS:

Existem dois tipos de certificados válidos:

Certificação: a empresa baseia-se na norma NBR ISO 9001, ISO 14001, etc.

Certificado de acreditação: baseado na norma ABNT NBR ISO/IEC 17025, relacionada aos Requisitos Gerais para a Competência de Laboratórios de Ensaio e Calibração, e a ABNT NBR ISO 15189, que diz respeito aos Laboratórios de Análises Clínicas.

QUEM CERTIFICA A EMPRESA?:

Há necessidade de contratar uma companhia certificadora que realizará uma auditoria a fim de verificar se a empresa atende aos requisitos da norma.

Esta companhia certificadora é uma entidade independente e autorizada para realizar as auditorias.

Essas autorizações, normalmente são dadas por organismos ligados ao governo, no nosso caso, o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial).

CRITÉRIOS PARA CERTIFICAÇÃO:

A ISO 9000 NÃO fixa metas a serem atingidas pelas organizações a serem certificadas; as próprias organizações são quem estabelecem essas metas.

Uma organização deve seguir alguns passos e atender a alguns requisitos para serem certificadas. Dentre esses podem-se citar:

Padronização de todos os processos-chave da organização, processos que afetam o produto e consequentemente o cliente;

Monitoramento e medição dos processos de fabricação para assegurar a qualidade do produto/serviço, através de indicadores de performance e desvios;

Implementar e manter os registros adequados e necessários para garantir a rastreabilidade do processo;

Inspeção de qualidade e meios apropriados de ações corretivas quando necessário; e

Revisão sistemática dos processos e do sistema da qualidade para garantir sua eficácia.





sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Carta de Controle

Os gráficos de controle, ao distinguir as causas comuns das causas especiais de variação e indicar se o problema é local ou merece atenção gerencial, evita frustrações e o custo de erros no direcionamento da solução de problemas.


Diagrama de Dispersão

Um método gráfico de análise que permite verificar a existência ou não de relação entre duas variáveis de natureza quantitativa, ou seja, variáveis que podem ser medidas ou contadas, tais como: horas de treinamento, internações, número de horas em trabalho, velocidade, tamanho do lote, pressão, temperatura, etc.

O diagrama de dispersão é usado para se verificar uma possível relação de causa e efeito.



Vantagens:

•Ao tentar identificar possíveis causas raiz dos problemas;
•Após brainstorming de causas e efeitos usando um Diagrama de Ishikawa;
•Na validação se 2 efeitos ocorrem com a partir de uma mesma causa;
•Ao testar a autocorrelação antes de construir um gráfico de controle.

Histograma

Também conhecido como distribuição de frequências, é a representação gráfica em colunas ou em barras (retângulos) de um conjunto de dados previamente tabulado e dividido em classes uniformes ou não uniformes.

A base de cada retângulo representa uma classe. A altura de cada retângulo representa a quantidade ou a frequência absoluta com que o valor da classe ocorre no conjunto de dados para classes uniformes ou a densidade de frequência para classes não uniformes. Importante ferramenta da estatística.

Vantagens:

Com os dados dispostos graficamente, o Histograma permite a visualização de resultados históricos e a análise de evidências para a tomada de decisão da variação de frequências de maneira visual facilmente.

Diagrama de Causa e Efeito - Espinha de Peixe ou Ishikawa

Também conhecido como diagrama de causa e efeito ou espinha de peixe é uma ferramenta utilizada para a análise de dispersões no processo.

O nome Ishikawa tem origem no seu criador, Kaoru Ishikawa que desenvolveu a ferramenta através de uma ideia básica: Fazer as pessoas pensarem sobre causas e razões possíveis que fazem com que um problema ocorra.


Diagrama de Pareto

É um gráfico de colunas que ordena as frequências das ocorrências, da maior para a menor, permitindo a priorização dos problemas, procurando levar a cabo o princípio de Pareto (80% das consequências advêm de 20% das causas), isto é, há muitos problemas sem importância diante de outros mais graves.


Sua maior utilidade é a de permitir uma fácil visualização e identificação das causas ou problemas mais importantes, possibilitando a concentração de esforços sobre os mesmos. 


Vantagens:
•Analisa a frequência em que as ocorrências (não conformidades, reclamações de clientes, defeitos, etc) acontecem;
•Precisar definir entre muitas ocorrências quais são as mais significativas;
•Houver a necessidade de desdobrar as causas gerais dos problemas do SGQ analisando dados específicos do processo;
•Houver uma ligação entre as ocorrências existentes em um contexto (fatos).

Folha de Verificação

Folha de Verificação: são formulários planejados nos quais os dados coletados são preenchidos de forma fácil e concisa. Registram os dados dos itens a serem verificados, permitindo uma rápida percepção da realidade e uma imediata interpretação da situação, ajudando a diminuir erros e confusões.




Vantagens:

•Os dados podem ser observados e recolhidos repetidamente pela mesma pessoa ou no mesmo local;
•Verificação de itens defeituosos: determinar qual a frequência de um erro e sua localização;
•Coletar dados sobre a frequência ou padrões de eventos, problemas, defeitos, localização de defeitos, causas de defeito, etc;
•Coletar dados de um processo de produção.